Bíblia 123

Bíblia / Salmos

Salmos 39

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1Disse: Guardarei os meus caminhos para não delinquir com a minha lingua: guardarei a bocca com um freio, emquanto o impio estiver diante de mim.

2Com o silencio fiquei mudo; calava-me mesmo ácerca do bem, e a minha dôr se aggravou.

3Esquentou-se-me o coração dentro de mim; emquanto eu meditava se accendeu um fogo: então fallei com a minha lingua.

4Faze-me conhecer, Senhor, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou fragil.

5Eis que fizeste os meus dias como a palmos, o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade que todo o homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade (Selah).

6Na verdade que todo o homem anda como uma apparencia; na verdade que em vão se inquietam: amontoam riquezas, e não sabem quem as levará.

7Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti.

8Livra-me de todas as minhas transgressões; não me faças o opprobrio dos loucos.

9Emmudeci: não abro a minha bocca, porquanto tu o fizeste.

10Tira de sobre mim a tua praga; estou desfallecido pelo golpe da tua mão.

11Quando castigas o homem, por causa da iniquidade, com reprehensões, fazes com que a sua belleza se consuma como a traça: assim todo o homem é vaidade (Selah.)

12Ouve, Senhor, a minha oração, e inclina os teus ouvidos ao meu clamor; não te cales perante as minhas lagrimas, porque sou estranho para ti e peregrino como todos os meus paes.

13Poupa-me, até que tome alento, antes que me vá, e não seja mais.

Edição: João Ferreira de Almeida, 1911 — domínio público. Ortografia histórica preservada.