Bíblia 123

Bíblia / Salmos

Salmos 40

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1Esperei com paciencia ao Senhor, e elle se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.

2Tirou-me d'um lago horrivel, d'um charco de lodo, poz os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos,

3E poz um novo cantico na minha bocca, um hymno ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no Senhor.

4Bemaventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança, e o que não respeita os soberbos nem os que se desviam para a mentira.

5Muitas são, Senhor meu Deus, as maravilhas que tens obrado para comnosco, e os teus pensamentos não se podem contar por ordem diante de ti; se eu os quizera annunciar, e d'elles fallar, são mais do que se podem contar.

6Sacrificio e offerta não quizeste; as minhas orelhas abriste, holocausto e expiação pelo peccado não reclamaste.

7Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escripto.

8Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração.

9Préguei a justiça na grande congregação; eis-que não retive os meus labios, Senhor, tu o sabes.

10Não escondi a tua justiça dentro do meu coração; apregoei a tua fidelidade e a tua salvação: não escondi da grande congregação a tua benignidade e a tua verdade.

11Não retires de mim, Senhor, as tuas misericordias; guardem-me continuamente a tua benignidade e a tua verdade.

12Porque males sem numero me teem rodeado: as minhas iniquidades me prenderam de modo que não posso olhar para cima: são muitas mais dos que os cabellos da minha cabeça; pelo que desfallece o meu coração.

13Digna-te, Senhor, livrar-me: Senhor, apressa-te em meu auxilio.

14Sejam á uma confundidos e envergonhados os que buscam a minha vida para destruil-a; tornem atraz e confundam-se os que me querem mal.

15Desolados sejam em pago da sua affronta os que me dizem: Ha! Ha!

16Folguem e alegrem-se em ti os que te buscam: digam constantemente os que amam a tua salvação: Magnificado seja o Senhor.

17Mas eu sou pobre e necessitado; comtudo o Senhor cuida de mim: tu és o meu auxilio e o meu libertador; não te detenhas, ó meu Deus.

Edição: João Ferreira de Almeida, 1911 — domínio público. Ortografia histórica preservada.